quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Mudança… (The Change…)


Ouvi alguém dizer: se nós (supostamente os “bons”) não fizermos nada então eles (supostamente os “maus”) vencem.
O que esta pessoa se referia tinha a ver com nós lutarmos contra, fazermos algo contra, destruirmos algo, etc. Tudo isto em oposição ao que os outros (os “maus”) estariam a fazer.
É uma opção. E não digo que devemos estar parados e em silêncio, mas parece existir uma maneira mais simples. Uma maneira que não tenha a ver com lutarmos, contrariarmos, destruirmos.
A opção mais simples começa por nós próprios. Começa pela nossa mudança. Aceitemos o que somos neste momento. Vamos depois sentir o que existe em nós que precisa de mudança, se é que existe algo, acredito que sim. Trabalhemos nesse sentido, na direcção da nossa mudança, de nos sentirmos melhores connosco, da nossa evolução, do nosso caminho em direcção à clareza, em direcção ao contacto com a nossa essência. Imaginem alguns a percorrerem este caminho. Agora imaginem mais alguns a percorrê-lo também. Agora vão ainda mais longe e imaginem muitos, imaginem a maioria, imaginem todos (a utopia alcançável). Vejam agora como a mudança de cada um de nós e que partiu da nossa vontade irá fazer mudar tudo o resto e atingirá até mesmo os outros (os “maus”). Esta nossa mudança potencia a mudança nos outros. O local diferente onde nos iremos colocar irá afectar os outros. Por isso a mudança começa em cada um de nós. Nós podemos realmente mudar o mundo estando nele de maneira diferente.
Disse antes que pensava que esta era uma maneira mais simples mas não é provavelmente a mais fácil. O outro modo, lutar, contrariar, etc., é de certeza mais fácil mas vejam, sintam, aonde tudo isso nos trouxe. E agora sintam A Mudança…

The Change… (A Mudança…)
As of today I’ll try and make my messages to be posted in my maternal language and in English. Please be kind with me, as English is not my maternal language, nor a second language. I feel it as a very, very distant maternal language. I hope you can get what I’m referring to…
This is also a change, for me…
Anyway, here it goes… The Change…

I heard someone say: if we (supposedly the “good guys”) don’t do anything then they (supposedly the “bad guys”) will win.
What this person was talking about was how we fight against, do something against, destroy something, etc. All this in opposition to what the others (the “bad guys”) were doing.
It’s a way, it’s an option. And I don’t say that we shouldn’t do nothing and be quiet, but it seems to be another, simpler, way. A way that has nothing to do with fighting, being against or destruction.
The simpler way starts within us. Starts with our change. Let’s accept what we are right now. Let’s then feel what resides inside us that needs change, if there is something, I believe there is. Let’s work towards that, towards our change, towards feeling better with ourselves, towards our evolution, towards our way to clarity, towards the point of contact with our essence. Imagine some of us walking this path. Now imagine some more walking it too. Now go a little further and imagine many, imagine the majority, imagine everybody (the achievable utopia). Now see as the change in each of us and because of our will, will change everything else and will reach out, even to the others (the “bad guys”). This change in us potentiates the change in the others. The different location that we will stand upon will affect the others. That’s why the change begins in each one of us. We can really change the world by being in it in a different way.
I said before that I think this to be a simpler way but it’s not, probably, the easier way. The other way, fighting, being against, etc, is for sure easier, but look, feel, where all of that has put us all. And now feel The Change…

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Próximo passo…


E ai está ele. O próximo passo chegou finalmente. Depois de muitos empurrões e sinais a energia avassaladora fez-se sentir. E como sempre, numa das alturas mais desafiadoras da vida. É com os desafios que nós crescemos, aprendemos, acariciamos a nossa chama e ela por sua vez retribui com o sentir de qual é o próximo passo e com a energia necessária para o dar. O conhecimento sobre qual é o passo a dar anda normalmente connosco durante bastante tempo. Precisamos levar uns empurrões, ser confrontados com sinais e muitas vezes até ser puxados para um sítio onde estejamos quase cegos para ele, o próximo passo, e então no meio dessa cegueira toda surge ele ali, de chapa, à nossa frente, a piscar, a piscar, qual gigantesco anúncio de néon, com as nossas cores preferidas bem vibrantes para não termos qualquer dúvida de que é ele que ali está. E desta vez eu vi-o, senti-o e por isso agarrei-o e abracei-o e decidi dá-lo, o próximo passo. E você? Está à espera de algo? Pare, sinta se é hoje que têm a oportunidade de dar o seu próximo passo. O meu aconteceu, e tem a ver com as palavras, com estas, com outras, e com muitas outras que estão a chegar e que vou partilhar com todos. Agradeço por isso, agradeço por cada letra, por cada palavra, por cada frase, por cada sentimento, por cada conversa. Obrigado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Luz


Há quem diga que todos fazemos parte dela, há quem diga que a ela todos podemos chegar. Eu iria um pouco mais longe e diria: Nós todos somos ela. Nós todos somos, a luz. Não é só fazer parte, não é só aspirar a alcançar, é ser, ser a luz. Interpretem a palavra luz como quiserem, dêem-lhe o sentido que quiserem, a forma ou o formato que mais vos convier, que coloque em sossego o vosso pensamento. Eu, eu vou chamar-lhe luz. Nós todos somos a luz. Mas mesmo todos. Sem excepção. O vosso pensamento pode ficar chocado e não perceber como tal é possível, mas se se derem ao privilégio de sentir, irão sentir, ver, nem que seja vislumbrar, a luz que existe em todos. Acreditem. É possível. É certo que muitos a têm apagada. É certo que muitos a têm quase apagada, como se fosse uma lâmpada com uma potência infinitamente fraca. É certo que muitos não têm fio de ligação. É certo que muitos têm fio mas não têm interruptor ou não descobrem a tomada para ligar o fio. Aqueles que têm a luz apagada estão na fase de viver a vida pela vida e, mesmo que a tenham tido acesa no passado, não encontram (não se encontram) motivos, razões, sentimentos, para a ligar nesta altura. É quase certo que um dia isso irá mudar. A minha sempre teve fio, interruptor, tomada e uma luz não infinitamente fraca. Mas assim como cedo na vida comecei a experimentar ligá-la, também pouco depois desliguei o interruptor para viver a vida. Passou bastante tempo até que algo aconteceu e eu percebi que viver a vida sem o interruptor ligado, sem a luz, não era bem viver a vida. É verdade que por vezes a luz parece, reparem bem, parece, falhar. Seja por causa do interruptor, a nossa vontade, seja por causa do fio, a nossa disponibilidade, seja por causa da tomada, a nossa convicção. No entanto se já a sentiu ligada saberá como voltar a ligá-la e de cada vez que se sentir na escuridão será mais fácil ver a luz que aí existe e simplesmente voltar a ligá-la, basta usar o interruptor. Aos que têm a luz com um fraco irradiar é necessário acarinhá-la, abraçá-la e aceitá-la e terem a convicção de que assim essa irradiação irá aumentar. Aos que não têm fio, o primeiro passo é arranjar um, criem a disponibilidade para que a luz possa fazer parte da vossa vida. Não precisam de retirar nada dela, da vossa vida, a luz ao entrar irá simplesmente iluminar todo o resto que nela já existe. Aqueles que não sabem da tomada, irão ter o caminho mais longo, pois precisam de desviar da sua frente tudo aquilo que lhes faz sombra, que lhes cria essa escuridão que não lhes permite ver onde está essa tomada, a sua convicção. Pode demorar muito ou pouco tempo, pode demorar muitas ou poucas vidas, mas mais cedo ou mais tarde todos irão sentir a luz, irão sentir que a luz não existe por si só e que todos e cada um de nós somos mesmo a luz. Sinta algo por si, ligue, fortaleça ou nutra a luz.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Céu Sem Limites


Há dias como este. O céu limpinho sem bocadinhos de mais nada a não ser céu. E quando falo de céu não é só daquele que nós conseguimos ver mas também daquele que nós conseguimos sentir. Eu vejo um céu azul. Um azul encantador e apaziguador, mas o céu que eu sinto é de um amarelo dourado tão brilhante e reconfortante que não é possível descrevê-lo de outra maneira. O que é preciso é senti-lo. Felizmente que de vez em quando, e cada vez mais e mais, sou capaz de o sentir, de o ver, de o cheirar. Ontem, quando o nosso luminoso sol decidiu ir descansar presenteou-nos com um vislumbre dessa luz dourada. Foi mesmo, mesmo, quando ele se preparava para se retirar que nos abraçou com um halo Celestino de luz dourada. É daquelas coisas que é preciso estar presente no momento e sentir, vibrar e absorver para se poder ser capaz de sentir mesmo do que é que se trata.
E aqui estou eu a falar de céu, sol, pôr-do-sol, e outras coisas terrestres, pelo menos há primeira vista. Se o que viu, o que imaginou ao ler estas palavras foram imagens terrestres então leia outra vez. Aquilo que escrevi pode aplicar-se a um qualquer dia do ano, faça chuva, troveje, exista uma tempestade, existam tantas nuvens e tão fortes que a luz quase que fica bloqueada, ou aos outros dias com frescura e calor, com doçura e aragem, com céu azul ou branco. Aquilo que eu escrevi têm a ver com o nosso lugar naquilo que sentimos, onde nos sentimos, como nos sentimos. O sentir é crucial. Pense menos, nem que seja por um pouco, e sinta mais. Se for capaz de o fazer irá conseguir ver o céu limpinho sem bocadinhos de mais nada a não ser da sua cor, seja ela qual for, e depois vai também sentir a cor do seu céu, que até pode ser a mesma daquela que viu, quem sabe, isso não é o mais importante. Crie o seu momento de céu limpinho, de halos de luz, sempre que precisar, mesmo, e em especial, nas alturas menos boas, pois todas elas são boas, e então deixe-se sentir, flutue na luz, banhe-se no seu céu e quando voltar traga pelo menos um pedacinho de tudo isso consigo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Escuridão Tem Luz Suficiente


A escuridão. Todos nós já a sentimos por uma ou outra vez. Seja fisicamente, seja no espírito. Aqueles dias carregados de nuvens que parecem não querer deixar passar uma só réstia de sol, uma réstia de luz. Aqueles dias que parecem nos querer empurrar para baixo, fechar tudo à nossa volta num círculo de escuridão onde não é possível, sequer, vislumbrar uma brecha, uma pequena saída. Onde o caminho parece ser na direcção de tudo o que é menos brilhante, e onde, ao principio, tudo se afunilava na direcção daquele ponto distante, mas tão perto de se alcançar. Aquele ponto que ao fim e ao cabo deixava de ser visível, pois confundia-se cada vez mais com a escuridão que ia aos poucos englobando tudo. É. É esse o sítio. Existirão alguns que nunca o tocaram? Provavelmente não. Mas não faz mal. Estão a ver, é que a escuridão não faz mal. A escuridão não faz, MESMO mal. Nada de errado pode acontecer consigo só porque está na escuridão. Só você pode fazer com que algo aconteça. Se algo de errado acontecer não foi a escuridão que o provocou. É que a escuridão é um sítio privilegiado. A escuridão pode dar-nos as ferramentas e as condições necessárias para darmos o passo certo. Quando se está na escuridão o mais certo é ver-se nascer a luz. Alias, é mesmo isso que acontece. Pois sempre que saímos da escuridão foi porque nós decidimos criar a luz. Não há outra maneira de sair de lá. A única maneira é fazer com que a luz nasça, cresça, se fortaleça, e ilumine o nosso caminho que afinal de contas sempre ali esteve, só que agora tornou-se ainda mais visível, mais brilhante, mais resplandecente. Por isso não se esqueça, se por acaso lá estiver, na escuridão, já sabe o que tem a fazer. Aproveite, agradeça, e lembre-se: A Escuridão Tem Luz Suficiente. Só precisa de a começar a sentir, de a ver, e rapidamente tudo ficará bastante mais claro para si, para a sua alma, para a sua essência.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sinais e Empurrões


E eles continuam a acontecer. Os sinais. Mesmo para aquelas pequenas coisas da nossa vida, mas que por vezes nos afectam de um modo maior do que nós podemos algum dia imaginar. Existem tantas dessas pequenas coisas, ou assim nós as vemos à superfície, que nós pensamos não saber como lidar com elas e afinal a resposta está mesmo ali à nossa frente, tão perto que por vezes não a conseguimos ver. Precisamos de nos abrir a essa energia, precisamos de sentir. Sim, é isso mesmo, e mais uma vez, precisamos de sentir. Quando o fizermos, a resposta, a orientação que procurávamos, nos irá ser apresentada. Quem sabe num momento de descanso num banco de um jardim quando olhamos para o lado e vislumbramos a cena que responde às nossas ansiedades. Quem sabe ao ver ou ler uma história que nós sentimos ser importante para o nosso caminho, e lá pelo meio acontece uma coisa de pequena importância, que se calhar só lá foi posta para dar alguma solidez e credibilidade à história, mas que nos diz: Olha para mim, cá estou eu, esta era a resposta que procuravas.
Depois também existem os outros sinais. Aqueles sinais que transmitem mais força, mais energia e que parece nos quererem empurrar para algum lado, nalguma direcção. Aquela direcção que nós até já sabemos bem lá dentro de nós, muito escondidinho, que é aquela que podemos tomar, pelo menos neste momento, pois este momento é que é o mais importante. Estes podem ser tão fortes que se podem tornar avassaladores e tomarem conta do nosso centro e parecerem condicionar tudo o que pensamos e sentimos. Só que a palavra-chave aqui é “parecerem”. Na realidade não estamos a ser condicionados, nem obrigados a nada. E em primeiro lugar porque, como nós sentimos, tudo isso já faz parte de nós, já se mostrou ao nosso espírito, é o nosso caminho. E sempre que o nosso caminho se cruza connosco, nós sabemos que é ele que ali está e que nos é dada mais uma oportunidade de percorrer, nem que seja apenas mais um passo. Para alguns o caminho até já poderá ter deixado de se cruzar convosco e ter-se-á tornado um companheiro permanente, ou quase. Para outros, um dia, mais cedo ou mais tarde isso lhes será revelado.
Se o seu caminho se cruza consigo, por vezes, mesmo que sejam muito poucas, ou por outro lado, mesmo que sejam muitas, aproveite os sinais, aproveite os empurrões e veja se sente que é agora, ou se sente que fica perto de ter consigo esse novo companheiro permanente, o seu caminho. E como sempre, agradeça, mesmo que seja sem as palavras, basta que seja com os sentimentos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Poder do Agradecimento


As palavras, mesmo aquelas que não são ditas, têm muita energia, têm muita força, têm muito poder. Será que consegue imaginar essa mesma energia em acção de cada vez que diz obrigado a alguém ou obrigado por algo, de cada vez que agradece por algo ou agradece a alguém?
Se nunca pensou nisso vire-se para si próprio, vire-se para os seus sentimentos e da próxima vez que tiver a oportunidade de dizer obrigado, de agradecer, esteja atento ao que os seus sentimentos lhe dizem. Penso que não será difícil de distinguir a sensação que o atingirá pelo que acabou de fazer por si. Exactamente. Por si. Pois o agradecimento tem primeiramente a ver connosco e por isso essa energia ajuda-nos no nosso bem-estar, na nossa evolução, no nosso despertar, no acto de estarmos conscientes da existência dessa mesma energia, desse poder que todos nós temos dentro de nós. E as oportunidades para o pormos em prática, o poder do agradecimento, são constantes. Sinta-as, elas estão mesmo ali sempre consigo, ao descer a escada da sua casa, ao atravessar a rua, ao contemplar as árvores, ao cheirar, ao longe, a água que verte na fonte, no seu trabalho com os colegas que precisam de ver essa energia em si para poderem acreditar, bem dentro deles, que eles também a podem sentir. Agradeça, mesmo que seja sem que as palavras ecoem no vento, basta que elas ecoem no seu pensamento. Agradeça mesmo quando o que o atingiu parece não ser agradável. Não contribua para que a energia daquilo desagradável que o está a atingir seja amplificada com o desagrado dos seus sentimentos. Mude a frequência à situação e sinta a energia do agradecimento, use-a e abuse-a, ponha-a em prática e irá ver e sentir como isso irá transformar o modo como sente as coisas.
Eu agradeço por estas palavras. Obrigado.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia Luminoso


Aconteceu há poucos dias. Foi mais um dia daqueles. Daqueles que as palavras sentem muita dificuldade em definir. A luz foi tanta que parecia a luz do início. Fez-se sentir como se fosse, quiçá, a luz da concepção, ou da criação de algo de novo, ou talvez ainda, da evolução para algo que agora já me sinto preparado para começar a receber. E se ainda existissem algumas réstias de dúvidas sobre se realmente estaria ou não de novo a percorrer o caminho, essa luz fez com que tudo isso se dissolvesse e criou o brilho da certeza de que é este o caminho. Já sei que não vai ser sempre simples, que não vai ser sempre linear, que haverá tentações de outros caminhos, e que muitos deles, aliás a sua esmagadora maioria, são magníficas escolhas, diria até mais, escolhas iluminadas, mas ao fim e ao cabo não são aquele que eu sinto ser o meu. Um dos factos mais luminosos, fascinantes mesmo, foi, e é sempre, a partilha da luz com todos. Mais ainda do que tudo o que nós possamos receber com estas experiências, o facto de não estarmos sozinhos, pelo menos do modo que os nossos sentidos humanos no-lo transmitem, e podermos sentir que todas aquelas maravilhas estão a ser sentidas de uma maneira ou de outra por outros, serve para nos fazer sentir parte de algo mais. Aquele algo mais que eu sempre soube que existia mas que durante um largo período de tempo andou esquecido, arredado, da linha da frente dos pensamentos e, mais importante, da linha da frente dos sentimentos. Era bom ter muitos e muitos dias cheios de tanta luz com este foi, era bom que sempre assim fosse. Continuo a trabalhar para que assim seja e para que quem puder e quiser os partilhe comigo sempre que estes acontecerem. Espero, sei, que muitos também o fazem ou querem fazer, e não nos podemos esquecer que tudo o que é preciso para que isso aconteça está dentro de nós.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

De Regresso… ao Caminho


Aí estou eu à beira de reentrar no caminho. Sinto que está na altura de terminar com este desvio. E as coisas aconteceram, acontecem, para que tal se concretize. Foi preciso passar por estes sítios para que muito daí adviesse. Situações para passar, situações a passar, muito foi sentido, muito para sentir, trabalho feito, trabalho para fazer. A expectativa do regresso é grande, como sempre. A vontade da certeza do caminho a seguir. A imagem do sítio ideal, com aquele jardim, com aquelas árvores, com aquelas plantas e flores, com as suas sombras iluminadas, com a suave areia ao fundo para nós pisarmos, com a água, o mar, lá mais ao fundo para contemplarmos e nos afundarmos na sua beleza, com os amigos para conversar, com os “desconhecidos” para partilhar, com alguma luz que esteja perdida, desorientada, ou até mesmo a apagar-se e que ali poderá ver renascer o seu brilho, com todas estas imagens eu me revejo. Ou será, antevejo?
É tudo isto, e claro muito mais, que o caminho me desenha, a mim e a muitos outros. Pois não estou sozinho, não estamos sozinhos, nós nunca estamos sozinhos. E este não é só o meu caminho, é um caminho partilhado por muitos. Muitos já o percorrem outros porventura ainda não imaginam que um dia por lá irão passar. Muitos irão passar também por desvios, outros talvez não, mas o importante é estar de regresso ao caminho mesmo que sinta que realmente de nunca lá saiu.

sábado, 22 de agosto de 2009

Não Esquecer…


Pois é, ainda cá estou, neste desvio. No entanto a luz parece estar cada vez com mais brilho. O caminho é grande e no entanto ele revela-se proveitoso. Os sinais, os vislumbres, as mensagens vão acontecendo. Será uma travessia do deserto? Se calhar. Mas esta está a revelar-se proveitosa. Pois mesmo as travessias do deserto existem para nos apercebermos de algo que nos fazia falta. E uma das coisas que nos faz falta é o não esquecermos.
Tivemos Jesus, Buda, Maomé, a Índia gerou Gandhi. Todos estes, e muitos mais, por cá passaram, não para criar nada, nem para começar nada, mas apenas para nos relembrar de algumas coisas. De muitas coisas. Coisas simples e óbvias. Coisas que nos fazem sentir. E nós sentimos. Mas depois vem o resto, aquilo a que chamamos a vida, a vida que nós criamos para nós próprios. E com o tempo nós esquecemos. Deixamos de dar importância, ou melhor, deixamos de sentir essas mesmas coisas e os lugares e outros sentimentos que através delas nós alcançamos. Por isso não esqueça. Quando ler, ouvir ou mesmo que veja uma série, um documentário, um filme em que todas essas coisas lhe despertem o sentir, não esqueça. Se sente que está na altura da mudança, seja da sua, seja da de outros, seja de algo maior ou menor, não esqueça. Não esqueça as palavras, não esqueça os actos, não esqueça os sentimentos. Esquecer é o que nós temos feito. Esquecer é o que nós temos aprendido e ensinado a fazer. E depois perguntamo-nos, como é que isto aconteceu? Como chegámos até aqui? Como é possível estarmos nesta situação?
A resposta parece simples. Esquecimento. Esquecimento de quem nós realmente somos, da nossa essência, da nossa luz interior. Esquecimento da nossa própria mensagem, daquela que nós próprios nos incumbimos de vir trazer e difundir.
E por tudo isto, e talvez por muito mais ou até por menos, Lembre-se, Não Se Esqueça.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Daqui deste desvio…


É onde estou neste momento. Um desvio com pouca luz, pouco iluminado apesar de eu saber que a luz está lá e está apenas parcialmente coberta por um véu. O véu do passado, o véu dos possíveis futuros. Às vezes as coisas são assim. Quando nós pensamos que tal situação não pudesse voltar a acontecer e depois de um percurso já algo extenso, ai vamos nós outra vez. E por vezes o desvio é bastante longo. É o caso. É que a parada está cada vez mais elevada. Os fios que nos unem a estes desvios estão a desaparecer a um ritmo elevado e por isso, cada vez mais os abanões são maiores, os desafios aumentam, as provas são mais delicadas. Ao que parece estão a começar a jogar-se as últimas cartadas. Mas é aqui que os desafios se tornam grandiosos. Este é um desvio tão longo que por causa disso não tive a oportunidade de experimentar, de sentir, algumas coisas que eu esperava com antecipação. Tal só me mostra que afinal eu ainda não estava completamente preparado para esses eventos. Portanto voltemos ao trabalho. O caminho está repleto de trabalho, trabalho que é na sua maior parte interno. O terramoto foi grande. É preciso colocar muitos tijolos novamente nos seus sítios, e ter paciência, algo que raramente me dou ao luxo de ter. É preciso abrir os olhos de novo para a luz, fazendo com que o véu se dissolva e recomeçar de novo à procura do trilho que me levará de volta ao meu caminho. É também para isso que servem estas mensagens. São apenas mensagens de alguém a percorrer um caminho de mudança, de evolução, ou, como mais gosto de dizer, de despertar. Se quiser aproveite e desperte comigo, mesmo que seja ao seu ritmo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Perdido(s) e Encontrado(s)


Isto de estar ao largo, como referi na última mensagem, tem várias implicações. Uma delas é que, de vez em quando, nos podemos perder. Lá passei eu mais uma vez por isso. Foi há um tempinho atrás. Perdi-me.
Felizmente que hoje em dia tal já só acontece apenas por alguns instantes. De repente deixei de estar ao largo para me encontrar numa ilha pequena e claustrofóbica e que cujas dimensões e conteúdo fui eu que criei. Ou melhor, não fui eu, não foi o meu ser, a minha essência, mas sim o meu companheiro de infortúnio o Alien residente (Se não sabem ao que me refiro vejam a mensagem mais abaixo sobre o(s) Alien(s)). Mas mesmo tendo sido apenas por instantes, as repercussões foram vastas. A mais importante foi a que me fez fazer um desvio no meu caminho. Na realidade eu não saí do caminho, não creio que neste momento isso possa já ser possível, o meu Alien já não parece ter força para tanto, mas fiz um desvio que me fez perder algumas coisas que eu pensava que iria, e que queria experimentar. Pelos vistos essas não eram as coisas que eu tinha de experimentar mas sim as outras que apareceram no desvio. Foi esta a maneira encontrada para eu perceber, mais uma vez, que sei qual é o caminho e que por muitas oportunidades de desvios que apareçam estes não valem, mesmo, a pena. O que aí está, nesses desvios, é algo por onde nós já passámos e que acabámos por sentir que não foi agradável e que não fazia parte de quem nós somos e do qual nos tivemos de desviar e que, ainda por cima (perverso Alien), nos é, por vezes, apresentado como um futuro. E já agora, mesmo quando estamos de volta ao caminho, como é o caso, aparecem de vez em quando novas tentativas de nos enviar para os desvios, como acabou de me acontecer.
Mais uma vez passa por nós sermos capazes de deixarmos de estar perdidos e de sentir onde nós estamos, onde nós devemos estar, mesmo que seja ao largo de algo, e assim seremos capazes de nos encontrar, mais cedo ou mais tarde.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ao Largo


Estar ao largo, estar à beira de, estar ali mesmo ao pé.
Muitos de nós já passaram, estão a passar por, ou irão passar por esta sensação. Aquilo que nos chama mas que nós não sabemos, ainda, o que é. Algo tão grande num instante tão pequeno. Como lidar com esta sensação? Como perceber o que ela nos quer transmitir? Como fluir a sua energia?
Num momento ou noutro todos iremos ser capazes de o fazer. A resposta, como sempre, virá de dentro de nós, surgirá através da nossa luminosa chama interior. Eu sei isso, eu sinto isso, eu vibro com isso. Mas isto de estar ao largo é uma prova à nossa, à minha impaciência. Quando será? Como será? Porque não já? O que ainda falta? Porque é que ainda não estou preparado? Ou será que já estou e apenas não o sei, apesar de o sentir?
Todas as fibras do meu ser dizem-me que é a hora, que está no momento, que é preciso realizar o sonho, avançar. Onde está o nada criar algo que não é novo mas que irá trazer consigo de novo o que é preciso, o que nós sentimos que nos faz falta. Como fazê-lo? Como juntar tantos para o fazer? Será que a essência deles também o reclama, assim como a minha o faz, desde há algum tempo, em constante?
Sinto que vou ter um papel a desempenhar. Será a despoletar? Não sei. Será a juntar? Também não sei. Será a fortalecer as uniões que existem e as que se irão criar de novo? Igualmente não sei. Será tudo isto? Talvez, era bom…
O que sinto é que o tempo de estar ao largo está a terminar, têm de estar, estar ao largo é apenas necessário enquanto tudo o que está na costa não está pronto, mas eu sinto que tudo o que está na costa está pronto para receber tudo o que está ao largo.
Por isso está na altura de deixar de estar ao largo e juntar e recriar algo que todos precisamos para nos auto-descobrirmos, para encontramos a nossa luz, o nosso conforto interior. Eu quero deixar o largo, está na hora. E você? Vai-me acompanhar? Vamos ser colegas, ou melhor, irmãos, nesta nova viagem, nesta nova evolução?
Se se sentir preparado abandone o largo e venha até á costa. Eu, e muitos outros, faremos esse caminho consigo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Água e Luz


Desde muito jovem que a minha ligação à água tem sido especial. No início pelo aparente medo da água que sentia. E digo aparente pois olhando para essa altura vejo e sinto algo diferente. Era na realidade um sentimento de apreço e estima, um sentimento de maravilha, de algo maravilhoso que eu via e sentia, sinto, sempre que contemplo a água. E comigo é mesmo isso, contemplar, perder-me na sua luz, ascender ao vê-la, em especial naqueles momentos quando estou ali tão perto dela. Para mim não tem tanto a ver com tocá-la ou submergir-me nela. Para mim o tempo pára ou a sua continuidade perde o significado quando posso dispor de um instante para olhar para um mar, um oceano, uma onda ou uma queda de água. Há alguns anos tive a grata oportunidade de poder estar por alguns minutos a meros centímetros de distância de uma torrente de água imediatamente antes de ela se precipitar numa das belas quedas de água existentes neste maravilhoso planeta. Foi, é, uma experiência de paz, tranquilidade, de totalidade, de ascensão, de vislumbre de luz, tão poderosa que está gravada em mim do modo mais vívido possível. E tudo isto foi antes do consciente despertar. Imagino apenas como tal experiência seria sentida agora, nesta altura do meu caminho de descoberta. E se consigo imaginar tal sensação, é por ter a bênção de, de vez em quando, poder estar num outro sítio que me enche de energia e luz graças às imagens, aos cheiros, aos sons, ao sentir de tudo o que obtenho ao olhar para o oceano que está mesmo ali à minha frente.
São pensamentos, sensações, de luz sobre a água e de água inundada pela luz. O Azul e o Amarelo. Estas são as cores que me acompanham deste sempre, pelo menos nesta passagem. O azul forte, o azul índigo, que eu vejo na água e que me chama, me atrai, me faz sentir uno com ela e o amarelo igualmente forte, vibrante, dourado que me aparece como sendo a luz. A atracção, a comunhão com estas cores confunde-se comigo e com tudo o que me rodeia e manifesta-se na minha ligação com a água e com a procura da luz. O azul irá ainda mais longe no seu relevo e terá também a ver com a origem celeste, a minha e a de muitos nós, e o amarelo com o destino ali tão perto, da luz.
Se nunca o fez, experimente, perca-se, ascenda, ao sentir a água inundada pela luz. Aproveite e banhe-se com a luz e ilumine-se com a água e sinta como você faz parte de todas estas sensações e da sua essência.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Amor incondicional


Bom, esta é forte.
Por onde começar?
Se calhar pela primeira palavra do título. Amor.
Ao que parece neste momento da nossa existência quase todos temos definições, significados, expectativas, projecções sobre o amor. Mas mais uma vez não será que estamos demasiado preocupados em definir em vez de sentir? Esta palavra, com uma energia tão forte como se calhar mais nenhuma tem, é usada, em grande parte das vezes, sem se sentir essa energia, ou indo ainda mais além, é usada sem se sentir, sem A sentir. No nosso tempo usamos esta palavra de um modo muito banal, falamos de amor muitas vezes e em relação a muita coisa mas como já referi quase nunca o sentimos quando nos referimos a ele. E não me interpretem mal, não há problema nenhum em falar de amor muitas vezes, em associá-lo a muita coisa ou a quase tudo. A questão normalmente vem associada ao resto.
Eu amo-te mas só se fores assim e assim, e fizeres isto e mais isto, e se não fizeres isto e mais isto. Eu amo aquilo que faço mas desde que não tenha que fazer isto e aquilo. Eu amo a minha família mas desde que não me chateiem nesta ou naquela altura, e se forem capazes de ver como eu tenho razão no que quero para ela. Eu amo mas… Eu amo desde que… Eu amo se…
Notam o padrão? Repararam em algo de estranho? É ou não isto, ou algo de semelhante, que nós passamos quase todo o tempo, durante a nossa existência, a dizer e a fazer?
Pois é, mais uma vez não estamos a sentir. Como diz muitas vezes um meu amigo, um irmão de luz, é preciso deixar de usar a cabeça (só a cabeça) e usar o coração, ele costuma apontar para estes dois sítios no nosso corpo, primeiro para a cabeça e depois para o coração. É preciso deixar de pensar (só pensar) e começar a sentir.
E é aqui que chegamos à nossa segunda palavra do título. Incondicional.
Por causa de tudo o que nós temos feito ao amor e para nos relembrarmos de como ele é na realidade começámos a falar de amor incondicional. Pois é, já se apercebeu? O amor, na sua essência, na sua origem, quando surge, é incondicional.
Eu Amo.
Esse é o verdadeiro amor, o único. O resto são muitas outras coisas que nós temos connosco, controlo, distância, fome, razão e muitas mais. Tivemos que juntar esta segunda palavra quando falamos verdadeiramente de amor para que despertemos e sejamos capazes de ver o que estamos a perder.
O amor É incondicional.
Precisamos de nos lembrar disso, precisamos de sentir que assim é, e quando isso acontecer já não vamos precisar de juntar a palavra incondicional ao amor para podermos explicar, dizer a alguém, de que o que estamos a falar é mesmo amor e não uma outra coisa qualquer que usurpou a palavra para sua conveniência mas, no entanto, não conseguiu usurpar a sua energia. Quando chegar o dia em que não mais precisaremos de dizer amor incondicional quando nos referimos ao amor será um dia em que iremos todos sentir o despertar ou o continuar da nossa evolução.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dias de Luz


Ontem foi o dia mais luminoso do ano. E digo isto literalmente, pois foi o dia mais longo do ano, o inicio do verão, o solstício de verão. Mas também o digo sem ser literalmente. Foi um dia especial. Eu senti-o e vivi-o. Um dia de muita luz para todos os que se quiseram sintonizar com ela e mesmo para aqueles que não quiseram, ou não souberam, como se sintonizar com ela. A luz é como o sol, quando nasce é para todos. Podemos é aceitá-la incondicionalmente ou não. Podemos ser capazes de a receber e de a fazer continuar a fluir ou podemos por outro lado reflecti-la ou ofuscá-la não a deixando, de qualquer um destes modos, continuar a fluir. Se pensa que não é capaz de a receber e de a deixar fluir deixe de pensar e comece a sentir. Sinta-a chegar até si, desperte, e depois é só deixá-la ir, deixá-la fluir para que os outros a possam também sentir. Vai ver que é fácil e não dói nada, muito pelo contrário. Se ainda pensa que não é digno dela irá sentir que assim não é, e que esse pensamento de dor irá ser iluminado por esta luz incondicional e simplesmente se diluirá no seu brilho, na sua pureza, na sua incondicionalidade. Agora sinta que pode ir um pouco mais além e transforme todos os seus dias em dias de luz. Mesmo quando o céu está escuro, seja porque o sol já se pôs ou porque as nuvens escuras, reais ou não, assim o pintam, a luz está lá, ou melhor está cá, está dentro de nós, sempre presente para a fazermos fluir. Atreva-se a senti-la sempre e a mantê-la constantemente a fluir para si e para todos, e irá descobrir que todos os dias, mas mesmo todos, são dias de luz.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Conflitos e Aliens


Já se aperceberam da quantidade gigantesca de energia que nós desperdiçamos durante os conflitos? Ao princípio, quando ainda estamos dormentes, parece que nem notamos. Mas aos poucos conforme vamos despertando, começamos a sentir cada vez mais o esgotamento físico e mental que estes conflitos nos provocam. É realmente incrível como é possível ficar quase totalmente drenado por causa de um conflito que por vezes dura apenas alguns segundos.
E tudo isto por causa do nosso Alien residente.
Foi já há bastante tempo que decidi atribuir este nome a uma parte do meu ser, àquela parte de todos nós, que insiste em criar, alimentar e alimentar-se dos conflitos, entre muitas outras coisas do mesmo tipo. Ao princípio, no nosso início de cada passagem pela existência, seja ela qual e onde for, pensamos que somos somente o Alien. Talvez existam algumas excepções a esta regra e felizmente elas parecem ser e serão cada vez mais. Mas como dizia, nós e o Alien somos um só, ou assim ele nos quer fazer crer. Depois acontece algo durante o nosso caminho, durante a nossa vida, que nos faz pela primeira vez afastarmo-nos dele, nem que seja por um minúsculo instante, e apercebemo-nos de que afinal ele existe. Está ali, agarrado a nós por um montão de ligações e agora que nós o avistámos pela primeira vez e reparámos que ele ali está, ainda nos aperta com mais força. Este é o instante onde podemos escolher deixarmo-nos agarrar novamente ou começar a afastá-lo, iniciando o corte das ligações que lhe permitem a ele controlar-nos. Aproveite o momento e comece a cortar as ligações, descubra que afinal você não é ele. Descubra que a sua luz, o seu ser, a sua essência, não têm nada a ver com ele. É exactamente por isso que eu lhe chamo Alien, por que ele e tudo o que ele representa, personifica, vive de, e para, não tem nada a ver com o nosso eu verdadeiro. Por isso ele É um Alien que existe dentro de nós. É algo que foi colocado junto a nós e que nós deixámos que nos controlasse e se confundisse connosco, mas está na hora de o confrontar e de deixar vir ao de cima o seu verdadeiro ser, a sua luz incondicional. Vai ver que aos poucos, confrontado com essa luz, ele irá definhando, e a sua, a nossa verdadeira essência, irá prevalecer, fazendo com que deste modo aquilo de que ele se alimenta, como os conflitos, tendam a definhar com ele.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sonhos e Desejos


Ouvi alguém um dia dizer: Já reparaste na quantidade de energia negativa que está associada a um sonho ou desejo?
Foi esta frase ou algo parecido que me fez pensar, e pensar prolongadamente sobre o que ela queria dizer, sobre o seu significado mais profundo. Não me parece existir nenhum problema em ter sonhos ou desejos a não ser que os elevemos a um nível diferente. Se os sonhos e desejos se tornarem a nossa razão de ser, se estes forem tudo aquilo por que nós existimos, se por fim nós nos confundirmos ou, mais ainda, se na realidade nos fundirmos com eles, então, se calhar, a energia que estamos a infundir na nossa vida e na dos que nos rodeiam não é aquela que a nossa luz interior sabe que nós somos capazes de fluir para nós e para os outros. E se calhar muitos de nós vivemos assim, fomos ensinados a viver assim, mais ainda, fomos motivados a viver assim.
Ao confundirmos e ao juntarmos a nossa realidade com os nossos sonhos perdemos a nossa capacidade de sonhar.
Dessa maneira perdemos a capacidade de deveras sentir qual o nosso rumo, qual a nossa missão e de como podemos lá chegar. Seja ousado, seja iluminado, use a sua luz interior para guiar os seus sonhos e não se deixe guiar por eles pois é provável que se o fizer, se for guiado por eles, acabe num sítio de onde terá ainda maior dificuldade para despertar para si próprio do que aquele de onde partiu em primeiro lugar.
Sonhe, não se deixe pura e simplesmente sonhar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A Nossa Casa


Qual é a nossa casa? Onde é que nos sentimos em casa? Provavelmente alguns de vós já sentiram que não são daqui. Acreditem, eu sei o que isso é. No entanto isso não significa que aqui não seja a nossa casa. A nossa casa tem a ver com a nossa missão e se a nossa missão, nesta passagem, nos trouxe para aqui então esta é a nossa casa. É importante que assim o sintamos para podermos realizar tudo aquilo a que nos propusemos antes de cá chegar e que escolhemos durante aquele duradouro instante de sentir incondicional que acontece sempre entre passagens. Não vale a pena desligarmo-nos da nossa casa actual só porque sentimos ou sabemos que esta pode não ter sido a nossa primeira e original. E será que isso de saber qual é a primeira é assim tão importante? Não será nesta altura mais importante, construirmos aqui a nossa casa, sentindo-a como verdadeiramente nossa, ajudando assim outros, que até podem nunca ter sentido que não são daqui, talvez por que são daqui, a construírem a sua, dando-lhes o tempo necessário para a sentirem e dela usufruírem? A quantidade de trabalho é imensa mas vale a pena. E quando aqueles que são mesmo daqui chegarem ao instante de se começarem a juntar aos outros que, pelo menos nesta passagem, também são daqui e partirem em conjunto para construírem e ajudarem a construir novas casas, então podemos sentir, ou partilhar o sentimento, de que a nossa casa é onde nos encontramos num determinado momento mas é igualmente todo, mas mesmo todo, o universo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Passageiros


É o que nós somos. Estamos apenas de passagem mas com a diferença de que iremos passar várias vezes. Quantas? Não sei. Até ser perfeito? Não sei, talvez. Será? Somos passageiros do tempo, somos passageiros do destino, somos passageiros das nossas escolhas. Em cada passagem as nossas escolhas influenciam outros passageiros, quem sabe, até que as passagens deles sejam também, perfeitas? Existirá a perfeição? Será que as nossas passagens têm realmente esse objectivo final? Passamos para ajudar, para querer ajuda, para pedir ajuda, para receber ajuda ou simplesmente passamos ao lado da ajuda? Chegará um dia em que a nossa passagem nos conduzirá a um destino diferente, à harmonia, ao interior, à luz, ao propósito onde o que sentimos será incondicional. E depois? Depois de certeza que embarcaremos numa outra viagem. Talvez não numa nova viagem, mas numa outra, pois não há duas iguais e nessa nova viagem voltaremos a ter a oportunidade de explorarmos a ajuda em todas as suas vertentes, não esquecendo que o mais importante é começarmos por nos ajudar a nós mesmos a aceitar a viajem e a vermo-nos como passageiros. Está pronto para mais esta viagem, colega passageiro?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Coincidências e Sinais


Vamos começar, talvez, pelo mais difícil de aceitar. Será que as chamadas “coincidências” e os “sinais” não serão uma e a mesma coisa? Para ser o mais directo possível, sim, são. Sejam estes apresentados a nós para que possamos avançar ou recuar numa decisão, tal não nos é oferecido por acaso. Cabe a nós escutar, mas escutar mesmo, e sentir, deveras sentir. E sentir é mesmo o mais importante. Estamos tão habituados, condicionados mesmo, a quase não sentir nada, que tomamos as nossas decisões baseados em praticamente tudo menos o que é o mais importante, o que nós sentimos sobre a questão. Dê-se ao luxo de conseguir tempo, nem que seja um instante, para sentir, e depois avance, mas avance mesmo, usufrua do seu dom de livre arbítrio mas com a diferença de que desta vez sentiu a questão antes de avançar. E se na altura do sentir encontrou-se perdido use então as “coincidências” ou os “sinais”, como lhe queira chamar, que lhe foram desvendados. Com certeza que já esteve naquela situação onde estava a fazer algo que lhe dava um prazer, um gosto especial, algo que sentia era importante para o seu progresso e no meio de tal foi assolado por pensamentos que punham em causa tal sensação. Será que é mesmo isto que eu deveria estar a fazer? Não estou apenas a fugir às questões? E no instante a seguir a estes pensamentos algo acontece (Coincidência? Sinal?) que o faz voltar a sentir que sim, é mesmo isto. E pode ser até nas alturas mais inesperadas que tal sucede. Como por exemplo quando está a ver ou ouvir algo que sentiu ser importante para si mas lá no meio surgiram as questões de que já falei. Mas logo a seguir aparece aquela música única para si ou desenrola-se um acontecimento deveras importante que, “por acaso”, vai ter lugar exactamente num dos dias mais importantes da sua vida. Coincidência? Sinal? O que acha?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ser Especial


Todos pensamos que não é fácil ser especial. Em especial porque muitos de nós imaginam que o não são. Só que assim não é. E se não acreditam eu digo-vos: Somos todos especiais. Como? Porquê? Tantas perguntas, tantas dúvidas. É fácil. Todos os dias, mesmo todos, somos confrontados com situações que nos permitem exprimir a nossa, singular, especialidade. Seja quando encontramos aquele menos jovem desorientado numa daquelas enormes lojas, e sentimos que é a nossa missão naquele momento canalizar um pouco da orientação, do estar presente no instante e da luz que flui através de nós. Seja no local de trabalho quando alguém decide fazer uma pausa durante o dia, porque já não aguenta mais, e nós nos apercebemos e decidimos (muito importante esta última palavra) que foi a última vez que esse alguém vai passar por essa situação sozinho. E é preciso não esquecer que em primeiro lugar, tudo o que fizermos nestas situações é por nós. Só assim, com o nosso equilíbrio, com a luz, ou o que lhe quiserem chamar, a fluir através de nós, aqueles, de que nós nos aproximámos nestas situações especiais, podem começar a encontrar a sua harmonia e a despertar para algo mais.
Ainda assim há aqueles, que nós, quando ainda não estamos completamente convencidos que somos mesmo todos especiais, consideramos, esses sim, especiais. Porque vêem aquilo que nós não vemos, sentem aquilo que nós não sentimos, ouvem aquilo que nós não ouvimos. Pois é, não é nada fácil acreditar naquilo que não se vê, acreditar naquilo que não se sente, acreditar naquilo que não se ouve. Só que quem vê o que não vemos, quem sente o que não sentimos, quem ouve o que não ouvimos, sabe que tudo isso está mesmo ali tão perto e disponível para todos. Passa apenas por acreditar que é possível ver, sentir e ouvir, e quase sem darmos por isso num instante estamos lá, e quem sabe até pode ser que comecemos a ver, sentir e ouvir tudo aquilo que pensávamos nos estava vedado.
Está na altura. Aceite que é especial.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Aceitar-se


Hoje é um dia especial porque vou ser um pouco egoísta. Na realidade tudo passa por aí, ser egoísta, pelo facto de nos aceitarmos. Hoje posso dizer que estou nesse lugar. Trabalhem para lá chegar, vale a pena. Vale a pena lá chegar, mas também vale a pena o caminho, a descoberta, o despertar, a mudança, a evolução.

Sente que a sua nascente está além nas estrelas? Então é porque está. Sente que a sua nascente está numa dimensão diferente? Então é porque está. Sente que a sua nascente está aqui mesmo à sua frente? Então é porque está. Onde quer que sinta a sua nascente é porque ela está lá. E ninguém, nem nada, lhe pode tirar isso. E como hoje estou egoísta vou dizer: Ninguém, nem nada, me pode jamais tirar tal, a aceitação. Saber quem sou. Qual a missão. E saber que está mesmo na altura de a começar a cumprir. E você?