
Já se aperceberam da quantidade gigantesca de energia que nós desperdiçamos durante os conflitos? Ao princípio, quando ainda estamos dormentes, parece que nem notamos. Mas aos poucos conforme vamos despertando, começamos a sentir cada vez mais o esgotamento físico e mental que estes conflitos nos provocam. É realmente incrível como é possível ficar quase totalmente drenado por causa de um conflito que por vezes dura apenas alguns segundos.
E tudo isto por causa do nosso Alien residente.
Foi já há bastante tempo que decidi atribuir este nome a uma parte do meu ser, àquela parte de todos nós, que insiste em criar, alimentar e alimentar-se dos conflitos, entre muitas outras coisas do mesmo tipo. Ao princípio, no nosso início de cada passagem pela existência, seja ela qual e onde for, pensamos que somos somente o Alien. Talvez existam algumas excepções a esta regra e felizmente elas parecem ser e serão cada vez mais. Mas como dizia, nós e o Alien somos um só, ou assim ele nos quer fazer crer. Depois acontece algo durante o nosso caminho, durante a nossa vida, que nos faz pela primeira vez afastarmo-nos dele, nem que seja por um minúsculo instante, e apercebemo-nos de que afinal ele existe. Está ali, agarrado a nós por um montão de ligações e agora que nós o avistámos pela primeira vez e reparámos que ele ali está, ainda nos aperta com mais força. Este é o instante onde podemos escolher deixarmo-nos agarrar novamente ou começar a afastá-lo, iniciando o corte das ligações que lhe permitem a ele controlar-nos. Aproveite o momento e comece a cortar as ligações, descubra que afinal você não é ele. Descubra que a sua luz, o seu ser, a sua essência, não têm nada a ver com ele. É exactamente por isso que eu lhe chamo Alien, por que ele e tudo o que ele representa, personifica, vive de, e para, não tem nada a ver com o nosso eu verdadeiro. Por isso ele É um Alien que existe dentro de nós. É algo que foi colocado junto a nós e que nós deixámos que nos controlasse e se confundisse connosco, mas está na hora de o confrontar e de deixar vir ao de cima o seu verdadeiro ser, a sua luz incondicional. Vai ver que aos poucos, confrontado com essa luz, ele irá definhando, e a sua, a nossa verdadeira essência, irá prevalecer, fazendo com que deste modo aquilo de que ele se alimenta, como os conflitos, tendam a definhar com ele.
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