quinta-feira, 18 de junho de 2009

Conflitos e Aliens


Já se aperceberam da quantidade gigantesca de energia que nós desperdiçamos durante os conflitos? Ao princípio, quando ainda estamos dormentes, parece que nem notamos. Mas aos poucos conforme vamos despertando, começamos a sentir cada vez mais o esgotamento físico e mental que estes conflitos nos provocam. É realmente incrível como é possível ficar quase totalmente drenado por causa de um conflito que por vezes dura apenas alguns segundos.
E tudo isto por causa do nosso Alien residente.
Foi já há bastante tempo que decidi atribuir este nome a uma parte do meu ser, àquela parte de todos nós, que insiste em criar, alimentar e alimentar-se dos conflitos, entre muitas outras coisas do mesmo tipo. Ao princípio, no nosso início de cada passagem pela existência, seja ela qual e onde for, pensamos que somos somente o Alien. Talvez existam algumas excepções a esta regra e felizmente elas parecem ser e serão cada vez mais. Mas como dizia, nós e o Alien somos um só, ou assim ele nos quer fazer crer. Depois acontece algo durante o nosso caminho, durante a nossa vida, que nos faz pela primeira vez afastarmo-nos dele, nem que seja por um minúsculo instante, e apercebemo-nos de que afinal ele existe. Está ali, agarrado a nós por um montão de ligações e agora que nós o avistámos pela primeira vez e reparámos que ele ali está, ainda nos aperta com mais força. Este é o instante onde podemos escolher deixarmo-nos agarrar novamente ou começar a afastá-lo, iniciando o corte das ligações que lhe permitem a ele controlar-nos. Aproveite o momento e comece a cortar as ligações, descubra que afinal você não é ele. Descubra que a sua luz, o seu ser, a sua essência, não têm nada a ver com ele. É exactamente por isso que eu lhe chamo Alien, por que ele e tudo o que ele representa, personifica, vive de, e para, não tem nada a ver com o nosso eu verdadeiro. Por isso ele É um Alien que existe dentro de nós. É algo que foi colocado junto a nós e que nós deixámos que nos controlasse e se confundisse connosco, mas está na hora de o confrontar e de deixar vir ao de cima o seu verdadeiro ser, a sua luz incondicional. Vai ver que aos poucos, confrontado com essa luz, ele irá definhando, e a sua, a nossa verdadeira essência, irá prevalecer, fazendo com que deste modo aquilo de que ele se alimenta, como os conflitos, tendam a definhar com ele.

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