
Todos pensamos que não é fácil ser especial. Em especial porque muitos de nós imaginam que o não são. Só que assim não é. E se não acreditam eu digo-vos: Somos todos especiais. Como? Porquê? Tantas perguntas, tantas dúvidas. É fácil. Todos os dias, mesmo todos, somos confrontados com situações que nos permitem exprimir a nossa, singular, especialidade. Seja quando encontramos aquele menos jovem desorientado numa daquelas enormes lojas, e sentimos que é a nossa missão naquele momento canalizar um pouco da orientação, do estar presente no instante e da luz que flui através de nós. Seja no local de trabalho quando alguém decide fazer uma pausa durante o dia, porque já não aguenta mais, e nós nos apercebemos e decidimos (muito importante esta última palavra) que foi a última vez que esse alguém vai passar por essa situação sozinho. E é preciso não esquecer que em primeiro lugar, tudo o que fizermos nestas situações é por nós. Só assim, com o nosso equilíbrio, com a luz, ou o que lhe quiserem chamar, a fluir através de nós, aqueles, de que nós nos aproximámos nestas situações especiais, podem começar a encontrar a sua harmonia e a despertar para algo mais.
Ainda assim há aqueles, que nós, quando ainda não estamos completamente convencidos que somos mesmo todos especiais, consideramos, esses sim, especiais. Porque vêem aquilo que nós não vemos, sentem aquilo que nós não sentimos, ouvem aquilo que nós não ouvimos. Pois é, não é nada fácil acreditar naquilo que não se vê, acreditar naquilo que não se sente, acreditar naquilo que não se ouve. Só que quem vê o que não vemos, quem sente o que não sentimos, quem ouve o que não ouvimos, sabe que tudo isso está mesmo ali tão perto e disponível para todos. Passa apenas por acreditar que é possível ver, sentir e ouvir, e quase sem darmos por isso num instante estamos lá, e quem sabe até pode ser que comecemos a ver, sentir e ouvir tudo aquilo que pensávamos nos estava vedado.
Está na altura. Aceite que é especial.
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