sexta-feira, 29 de maio de 2009

Coincidências e Sinais


Vamos começar, talvez, pelo mais difícil de aceitar. Será que as chamadas “coincidências” e os “sinais” não serão uma e a mesma coisa? Para ser o mais directo possível, sim, são. Sejam estes apresentados a nós para que possamos avançar ou recuar numa decisão, tal não nos é oferecido por acaso. Cabe a nós escutar, mas escutar mesmo, e sentir, deveras sentir. E sentir é mesmo o mais importante. Estamos tão habituados, condicionados mesmo, a quase não sentir nada, que tomamos as nossas decisões baseados em praticamente tudo menos o que é o mais importante, o que nós sentimos sobre a questão. Dê-se ao luxo de conseguir tempo, nem que seja um instante, para sentir, e depois avance, mas avance mesmo, usufrua do seu dom de livre arbítrio mas com a diferença de que desta vez sentiu a questão antes de avançar. E se na altura do sentir encontrou-se perdido use então as “coincidências” ou os “sinais”, como lhe queira chamar, que lhe foram desvendados. Com certeza que já esteve naquela situação onde estava a fazer algo que lhe dava um prazer, um gosto especial, algo que sentia era importante para o seu progresso e no meio de tal foi assolado por pensamentos que punham em causa tal sensação. Será que é mesmo isto que eu deveria estar a fazer? Não estou apenas a fugir às questões? E no instante a seguir a estes pensamentos algo acontece (Coincidência? Sinal?) que o faz voltar a sentir que sim, é mesmo isto. E pode ser até nas alturas mais inesperadas que tal sucede. Como por exemplo quando está a ver ou ouvir algo que sentiu ser importante para si mas lá no meio surgiram as questões de que já falei. Mas logo a seguir aparece aquela música única para si ou desenrola-se um acontecimento deveras importante que, “por acaso”, vai ter lugar exactamente num dos dias mais importantes da sua vida. Coincidência? Sinal? O que acha?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ser Especial


Todos pensamos que não é fácil ser especial. Em especial porque muitos de nós imaginam que o não são. Só que assim não é. E se não acreditam eu digo-vos: Somos todos especiais. Como? Porquê? Tantas perguntas, tantas dúvidas. É fácil. Todos os dias, mesmo todos, somos confrontados com situações que nos permitem exprimir a nossa, singular, especialidade. Seja quando encontramos aquele menos jovem desorientado numa daquelas enormes lojas, e sentimos que é a nossa missão naquele momento canalizar um pouco da orientação, do estar presente no instante e da luz que flui através de nós. Seja no local de trabalho quando alguém decide fazer uma pausa durante o dia, porque já não aguenta mais, e nós nos apercebemos e decidimos (muito importante esta última palavra) que foi a última vez que esse alguém vai passar por essa situação sozinho. E é preciso não esquecer que em primeiro lugar, tudo o que fizermos nestas situações é por nós. Só assim, com o nosso equilíbrio, com a luz, ou o que lhe quiserem chamar, a fluir através de nós, aqueles, de que nós nos aproximámos nestas situações especiais, podem começar a encontrar a sua harmonia e a despertar para algo mais.
Ainda assim há aqueles, que nós, quando ainda não estamos completamente convencidos que somos mesmo todos especiais, consideramos, esses sim, especiais. Porque vêem aquilo que nós não vemos, sentem aquilo que nós não sentimos, ouvem aquilo que nós não ouvimos. Pois é, não é nada fácil acreditar naquilo que não se vê, acreditar naquilo que não se sente, acreditar naquilo que não se ouve. Só que quem vê o que não vemos, quem sente o que não sentimos, quem ouve o que não ouvimos, sabe que tudo isso está mesmo ali tão perto e disponível para todos. Passa apenas por acreditar que é possível ver, sentir e ouvir, e quase sem darmos por isso num instante estamos lá, e quem sabe até pode ser que comecemos a ver, sentir e ouvir tudo aquilo que pensávamos nos estava vedado.
Está na altura. Aceite que é especial.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Aceitar-se


Hoje é um dia especial porque vou ser um pouco egoísta. Na realidade tudo passa por aí, ser egoísta, pelo facto de nos aceitarmos. Hoje posso dizer que estou nesse lugar. Trabalhem para lá chegar, vale a pena. Vale a pena lá chegar, mas também vale a pena o caminho, a descoberta, o despertar, a mudança, a evolução.

Sente que a sua nascente está além nas estrelas? Então é porque está. Sente que a sua nascente está numa dimensão diferente? Então é porque está. Sente que a sua nascente está aqui mesmo à sua frente? Então é porque está. Onde quer que sinta a sua nascente é porque ela está lá. E ninguém, nem nada, lhe pode tirar isso. E como hoje estou egoísta vou dizer: Ninguém, nem nada, me pode jamais tirar tal, a aceitação. Saber quem sou. Qual a missão. E saber que está mesmo na altura de a começar a cumprir. E você?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Árvore


Alguma vez olhou para uma árvore sem a ver? Experimente. Olhe para ela e não veja a árvore, veja a energia, a vibração, a luz, tudo aquilo que a torna igual a si. Delicie-se com o som dela sem sequer a ouvir com os seus ouvidos, ouça-a com o seu pensamento. Sinta o roçar das folhas umas contra as outras e como isso lhe provoca um arrepio interior. Sinta a energia dela e a sua e una-as descobrindo assim como a nossa origem é una. E depois agradeça, agradeça ao que quiser, a quem quiser, pelo momento especial que acabou de partilhar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Vida (Maravilhosa)


Pois é, a vida é maravilhosa. Às vezes não parece mas é. E é-o sempre. E não, não é preciso fugir ou esconder-se, ela, essa maravilha, encontrá-lo-á. É certo que precisa da sua ajuda para tal. Precisa da sua vibração, da sua inspiração, da sua luz. E se por um momento pensa que não, que assim não é, lembre-se de que aquilo que o fez pensar assim atravessou-se à sua frente precisamente para que a sua vida seja maravilhosa. Se estiver sempre encastrado no seu simples buraco e tudo à sua volta se encaixar como um puzzle não vai poder agarrar a oportunidade de experimentar essa maravilha que é a vida. E a vida não é só desde os zero aos setenta, oitenta, noventa anos, é a existência contínua, é isso que têm de sentir dentro de si e então vai ver como ela é maravilhosa.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Abertura


Imaginou um pedido, aspirou por respostas, clamou por um caminho e depois, quando uma parte, ou tudo isto, finalmente o abordou sentiu-se incomodado.
Sempre que uma nova escolha, opção ou sugestão lhe é apresentada, aceite-a, reflicta e aja.
Aceitar não significa concordar ou discordar aperceba-se apenas de que ela está ali, à sua disposição.
Reflectir para ter o tempo necessário e suficiente para que a sua luz interior, ou o que lhe quiser chamar, se manifeste.
Aja, pois apesar de tudo tem sempre o poder do livre arbítrio à sua disposição.
Mas mantenha-se aberto, pois mesmo através das coisas mais simples pode contemplar o necessário para que a sua luz lhe mostre que afinal não há razão para se sentir incomodado.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cor

Não deve ser inspirador levantar-se e chegar todos os dias ao pé do carro de cor cinzenta e sentir-se entusiasmado com o dia que começa. Mesmo que não tenha carro pense, por um instante que seja, naquela coisa de cor cinzenta que todos os dias, ou quase todos, lhe retira a sensação de entusiasmo pelo que se aproxima. E então, nesse instante, escolha a cor, o brilho, a luz. Agora imagine todos os dias que o cinzento desapareceu e no seu lugar tem uma nova cor brilhante, agradável e que o faz sentir nas nuvens. Espalhe a cor e a luz pelo seu dia e lembre-se de que os outros de tal se irão aperceber e usufruir.