
Vamos começar, talvez, pelo mais difícil de aceitar. Será que as chamadas “coincidências” e os “sinais” não serão uma e a mesma coisa? Para ser o mais directo possível, sim, são. Sejam estes apresentados a nós para que possamos avançar ou recuar numa decisão, tal não nos é oferecido por acaso. Cabe a nós escutar, mas escutar mesmo, e sentir, deveras sentir. E sentir é mesmo o mais importante. Estamos tão habituados, condicionados mesmo, a quase não sentir nada, que tomamos as nossas decisões baseados em praticamente tudo menos o que é o mais importante, o que nós sentimos sobre a questão. Dê-se ao luxo de conseguir tempo, nem que seja um instante, para sentir, e depois avance, mas avance mesmo, usufrua do seu dom de livre arbítrio mas com a diferença de que desta vez sentiu a questão antes de avançar. E se na altura do sentir encontrou-se perdido use então as “coincidências” ou os “sinais”, como lhe queira chamar, que lhe foram desvendados. Com certeza que já esteve naquela situação onde estava a fazer algo que lhe dava um prazer, um gosto especial, algo que sentia era importante para o seu progresso e no meio de tal foi assolado por pensamentos que punham em causa tal sensação. Será que é mesmo isto que eu deveria estar a fazer? Não estou apenas a fugir às questões? E no instante a seguir a estes pensamentos algo acontece (Coincidência? Sinal?) que o faz voltar a sentir que sim, é mesmo isto. E pode ser até nas alturas mais inesperadas que tal sucede. Como por exemplo quando está a ver ou ouvir algo que sentiu ser importante para si mas lá no meio surgiram as questões de que já falei. Mas logo a seguir aparece aquela música única para si ou desenrola-se um acontecimento deveras importante que, “por acaso”, vai ter lugar exactamente num dos dias mais importantes da sua vida. Coincidência? Sinal? O que acha?





