
É onde estou neste momento. Um desvio com pouca luz, pouco iluminado apesar de eu saber que a luz está lá e está apenas parcialmente coberta por um véu. O véu do passado, o véu dos possíveis futuros. Às vezes as coisas são assim. Quando nós pensamos que tal situação não pudesse voltar a acontecer e depois de um percurso já algo extenso, ai vamos nós outra vez. E por vezes o desvio é bastante longo. É o caso. É que a parada está cada vez mais elevada. Os fios que nos unem a estes desvios estão a desaparecer a um ritmo elevado e por isso, cada vez mais os abanões são maiores, os desafios aumentam, as provas são mais delicadas. Ao que parece estão a começar a jogar-se as últimas cartadas. Mas é aqui que os desafios se tornam grandiosos. Este é um desvio tão longo que por causa disso não tive a oportunidade de experimentar, de sentir, algumas coisas que eu esperava com antecipação. Tal só me mostra que afinal eu ainda não estava completamente preparado para esses eventos. Portanto voltemos ao trabalho. O caminho está repleto de trabalho, trabalho que é na sua maior parte interno. O terramoto foi grande. É preciso colocar muitos tijolos novamente nos seus sítios, e ter paciência, algo que raramente me dou ao luxo de ter. É preciso abrir os olhos de novo para a luz, fazendo com que o véu se dissolva e recomeçar de novo à procura do trilho que me levará de volta ao meu caminho. É também para isso que servem estas mensagens. São apenas mensagens de alguém a percorrer um caminho de mudança, de evolução, ou, como mais gosto de dizer, de despertar. Se quiser aproveite e desperte comigo, mesmo que seja ao seu ritmo.
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