sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Próximo passo…


E ai está ele. O próximo passo chegou finalmente. Depois de muitos empurrões e sinais a energia avassaladora fez-se sentir. E como sempre, numa das alturas mais desafiadoras da vida. É com os desafios que nós crescemos, aprendemos, acariciamos a nossa chama e ela por sua vez retribui com o sentir de qual é o próximo passo e com a energia necessária para o dar. O conhecimento sobre qual é o passo a dar anda normalmente connosco durante bastante tempo. Precisamos levar uns empurrões, ser confrontados com sinais e muitas vezes até ser puxados para um sítio onde estejamos quase cegos para ele, o próximo passo, e então no meio dessa cegueira toda surge ele ali, de chapa, à nossa frente, a piscar, a piscar, qual gigantesco anúncio de néon, com as nossas cores preferidas bem vibrantes para não termos qualquer dúvida de que é ele que ali está. E desta vez eu vi-o, senti-o e por isso agarrei-o e abracei-o e decidi dá-lo, o próximo passo. E você? Está à espera de algo? Pare, sinta se é hoje que têm a oportunidade de dar o seu próximo passo. O meu aconteceu, e tem a ver com as palavras, com estas, com outras, e com muitas outras que estão a chegar e que vou partilhar com todos. Agradeço por isso, agradeço por cada letra, por cada palavra, por cada frase, por cada sentimento, por cada conversa. Obrigado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Luz


Há quem diga que todos fazemos parte dela, há quem diga que a ela todos podemos chegar. Eu iria um pouco mais longe e diria: Nós todos somos ela. Nós todos somos, a luz. Não é só fazer parte, não é só aspirar a alcançar, é ser, ser a luz. Interpretem a palavra luz como quiserem, dêem-lhe o sentido que quiserem, a forma ou o formato que mais vos convier, que coloque em sossego o vosso pensamento. Eu, eu vou chamar-lhe luz. Nós todos somos a luz. Mas mesmo todos. Sem excepção. O vosso pensamento pode ficar chocado e não perceber como tal é possível, mas se se derem ao privilégio de sentir, irão sentir, ver, nem que seja vislumbrar, a luz que existe em todos. Acreditem. É possível. É certo que muitos a têm apagada. É certo que muitos a têm quase apagada, como se fosse uma lâmpada com uma potência infinitamente fraca. É certo que muitos não têm fio de ligação. É certo que muitos têm fio mas não têm interruptor ou não descobrem a tomada para ligar o fio. Aqueles que têm a luz apagada estão na fase de viver a vida pela vida e, mesmo que a tenham tido acesa no passado, não encontram (não se encontram) motivos, razões, sentimentos, para a ligar nesta altura. É quase certo que um dia isso irá mudar. A minha sempre teve fio, interruptor, tomada e uma luz não infinitamente fraca. Mas assim como cedo na vida comecei a experimentar ligá-la, também pouco depois desliguei o interruptor para viver a vida. Passou bastante tempo até que algo aconteceu e eu percebi que viver a vida sem o interruptor ligado, sem a luz, não era bem viver a vida. É verdade que por vezes a luz parece, reparem bem, parece, falhar. Seja por causa do interruptor, a nossa vontade, seja por causa do fio, a nossa disponibilidade, seja por causa da tomada, a nossa convicção. No entanto se já a sentiu ligada saberá como voltar a ligá-la e de cada vez que se sentir na escuridão será mais fácil ver a luz que aí existe e simplesmente voltar a ligá-la, basta usar o interruptor. Aos que têm a luz com um fraco irradiar é necessário acarinhá-la, abraçá-la e aceitá-la e terem a convicção de que assim essa irradiação irá aumentar. Aos que não têm fio, o primeiro passo é arranjar um, criem a disponibilidade para que a luz possa fazer parte da vossa vida. Não precisam de retirar nada dela, da vossa vida, a luz ao entrar irá simplesmente iluminar todo o resto que nela já existe. Aqueles que não sabem da tomada, irão ter o caminho mais longo, pois precisam de desviar da sua frente tudo aquilo que lhes faz sombra, que lhes cria essa escuridão que não lhes permite ver onde está essa tomada, a sua convicção. Pode demorar muito ou pouco tempo, pode demorar muitas ou poucas vidas, mas mais cedo ou mais tarde todos irão sentir a luz, irão sentir que a luz não existe por si só e que todos e cada um de nós somos mesmo a luz. Sinta algo por si, ligue, fortaleça ou nutra a luz.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Céu Sem Limites


Há dias como este. O céu limpinho sem bocadinhos de mais nada a não ser céu. E quando falo de céu não é só daquele que nós conseguimos ver mas também daquele que nós conseguimos sentir. Eu vejo um céu azul. Um azul encantador e apaziguador, mas o céu que eu sinto é de um amarelo dourado tão brilhante e reconfortante que não é possível descrevê-lo de outra maneira. O que é preciso é senti-lo. Felizmente que de vez em quando, e cada vez mais e mais, sou capaz de o sentir, de o ver, de o cheirar. Ontem, quando o nosso luminoso sol decidiu ir descansar presenteou-nos com um vislumbre dessa luz dourada. Foi mesmo, mesmo, quando ele se preparava para se retirar que nos abraçou com um halo Celestino de luz dourada. É daquelas coisas que é preciso estar presente no momento e sentir, vibrar e absorver para se poder ser capaz de sentir mesmo do que é que se trata.
E aqui estou eu a falar de céu, sol, pôr-do-sol, e outras coisas terrestres, pelo menos há primeira vista. Se o que viu, o que imaginou ao ler estas palavras foram imagens terrestres então leia outra vez. Aquilo que escrevi pode aplicar-se a um qualquer dia do ano, faça chuva, troveje, exista uma tempestade, existam tantas nuvens e tão fortes que a luz quase que fica bloqueada, ou aos outros dias com frescura e calor, com doçura e aragem, com céu azul ou branco. Aquilo que eu escrevi têm a ver com o nosso lugar naquilo que sentimos, onde nos sentimos, como nos sentimos. O sentir é crucial. Pense menos, nem que seja por um pouco, e sinta mais. Se for capaz de o fazer irá conseguir ver o céu limpinho sem bocadinhos de mais nada a não ser da sua cor, seja ela qual for, e depois vai também sentir a cor do seu céu, que até pode ser a mesma daquela que viu, quem sabe, isso não é o mais importante. Crie o seu momento de céu limpinho, de halos de luz, sempre que precisar, mesmo, e em especial, nas alturas menos boas, pois todas elas são boas, e então deixe-se sentir, flutue na luz, banhe-se no seu céu e quando voltar traga pelo menos um pedacinho de tudo isso consigo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Escuridão Tem Luz Suficiente


A escuridão. Todos nós já a sentimos por uma ou outra vez. Seja fisicamente, seja no espírito. Aqueles dias carregados de nuvens que parecem não querer deixar passar uma só réstia de sol, uma réstia de luz. Aqueles dias que parecem nos querer empurrar para baixo, fechar tudo à nossa volta num círculo de escuridão onde não é possível, sequer, vislumbrar uma brecha, uma pequena saída. Onde o caminho parece ser na direcção de tudo o que é menos brilhante, e onde, ao principio, tudo se afunilava na direcção daquele ponto distante, mas tão perto de se alcançar. Aquele ponto que ao fim e ao cabo deixava de ser visível, pois confundia-se cada vez mais com a escuridão que ia aos poucos englobando tudo. É. É esse o sítio. Existirão alguns que nunca o tocaram? Provavelmente não. Mas não faz mal. Estão a ver, é que a escuridão não faz mal. A escuridão não faz, MESMO mal. Nada de errado pode acontecer consigo só porque está na escuridão. Só você pode fazer com que algo aconteça. Se algo de errado acontecer não foi a escuridão que o provocou. É que a escuridão é um sítio privilegiado. A escuridão pode dar-nos as ferramentas e as condições necessárias para darmos o passo certo. Quando se está na escuridão o mais certo é ver-se nascer a luz. Alias, é mesmo isso que acontece. Pois sempre que saímos da escuridão foi porque nós decidimos criar a luz. Não há outra maneira de sair de lá. A única maneira é fazer com que a luz nasça, cresça, se fortaleça, e ilumine o nosso caminho que afinal de contas sempre ali esteve, só que agora tornou-se ainda mais visível, mais brilhante, mais resplandecente. Por isso não se esqueça, se por acaso lá estiver, na escuridão, já sabe o que tem a fazer. Aproveite, agradeça, e lembre-se: A Escuridão Tem Luz Suficiente. Só precisa de a começar a sentir, de a ver, e rapidamente tudo ficará bastante mais claro para si, para a sua alma, para a sua essência.