
Aí estou eu à beira de reentrar no caminho. Sinto que está na altura de terminar com este desvio. E as coisas aconteceram, acontecem, para que tal se concretize. Foi preciso passar por estes sítios para que muito daí adviesse. Situações para passar, situações a passar, muito foi sentido, muito para sentir, trabalho feito, trabalho para fazer. A expectativa do regresso é grande, como sempre. A vontade da certeza do caminho a seguir. A imagem do sítio ideal, com aquele jardim, com aquelas árvores, com aquelas plantas e flores, com as suas sombras iluminadas, com a suave areia ao fundo para nós pisarmos, com a água, o mar, lá mais ao fundo para contemplarmos e nos afundarmos na sua beleza, com os amigos para conversar, com os “desconhecidos” para partilhar, com alguma luz que esteja perdida, desorientada, ou até mesmo a apagar-se e que ali poderá ver renascer o seu brilho, com todas estas imagens eu me revejo. Ou será, antevejo?
É tudo isto, e claro muito mais, que o caminho me desenha, a mim e a muitos outros. Pois não estou sozinho, não estamos sozinhos, nós nunca estamos sozinhos. E este não é só o meu caminho, é um caminho partilhado por muitos. Muitos já o percorrem outros porventura ainda não imaginam que um dia por lá irão passar. Muitos irão passar também por desvios, outros talvez não, mas o importante é estar de regresso ao caminho mesmo que sinta que realmente de nunca lá saiu.
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