sábado, 22 de agosto de 2009

Não Esquecer…


Pois é, ainda cá estou, neste desvio. No entanto a luz parece estar cada vez com mais brilho. O caminho é grande e no entanto ele revela-se proveitoso. Os sinais, os vislumbres, as mensagens vão acontecendo. Será uma travessia do deserto? Se calhar. Mas esta está a revelar-se proveitosa. Pois mesmo as travessias do deserto existem para nos apercebermos de algo que nos fazia falta. E uma das coisas que nos faz falta é o não esquecermos.
Tivemos Jesus, Buda, Maomé, a Índia gerou Gandhi. Todos estes, e muitos mais, por cá passaram, não para criar nada, nem para começar nada, mas apenas para nos relembrar de algumas coisas. De muitas coisas. Coisas simples e óbvias. Coisas que nos fazem sentir. E nós sentimos. Mas depois vem o resto, aquilo a que chamamos a vida, a vida que nós criamos para nós próprios. E com o tempo nós esquecemos. Deixamos de dar importância, ou melhor, deixamos de sentir essas mesmas coisas e os lugares e outros sentimentos que através delas nós alcançamos. Por isso não esqueça. Quando ler, ouvir ou mesmo que veja uma série, um documentário, um filme em que todas essas coisas lhe despertem o sentir, não esqueça. Se sente que está na altura da mudança, seja da sua, seja da de outros, seja de algo maior ou menor, não esqueça. Não esqueça as palavras, não esqueça os actos, não esqueça os sentimentos. Esquecer é o que nós temos feito. Esquecer é o que nós temos aprendido e ensinado a fazer. E depois perguntamo-nos, como é que isto aconteceu? Como chegámos até aqui? Como é possível estarmos nesta situação?
A resposta parece simples. Esquecimento. Esquecimento de quem nós realmente somos, da nossa essência, da nossa luz interior. Esquecimento da nossa própria mensagem, daquela que nós próprios nos incumbimos de vir trazer e difundir.
E por tudo isto, e talvez por muito mais ou até por menos, Lembre-se, Não Se Esqueça.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Daqui deste desvio…


É onde estou neste momento. Um desvio com pouca luz, pouco iluminado apesar de eu saber que a luz está lá e está apenas parcialmente coberta por um véu. O véu do passado, o véu dos possíveis futuros. Às vezes as coisas são assim. Quando nós pensamos que tal situação não pudesse voltar a acontecer e depois de um percurso já algo extenso, ai vamos nós outra vez. E por vezes o desvio é bastante longo. É o caso. É que a parada está cada vez mais elevada. Os fios que nos unem a estes desvios estão a desaparecer a um ritmo elevado e por isso, cada vez mais os abanões são maiores, os desafios aumentam, as provas são mais delicadas. Ao que parece estão a começar a jogar-se as últimas cartadas. Mas é aqui que os desafios se tornam grandiosos. Este é um desvio tão longo que por causa disso não tive a oportunidade de experimentar, de sentir, algumas coisas que eu esperava com antecipação. Tal só me mostra que afinal eu ainda não estava completamente preparado para esses eventos. Portanto voltemos ao trabalho. O caminho está repleto de trabalho, trabalho que é na sua maior parte interno. O terramoto foi grande. É preciso colocar muitos tijolos novamente nos seus sítios, e ter paciência, algo que raramente me dou ao luxo de ter. É preciso abrir os olhos de novo para a luz, fazendo com que o véu se dissolva e recomeçar de novo à procura do trilho que me levará de volta ao meu caminho. É também para isso que servem estas mensagens. São apenas mensagens de alguém a percorrer um caminho de mudança, de evolução, ou, como mais gosto de dizer, de despertar. Se quiser aproveite e desperte comigo, mesmo que seja ao seu ritmo.