sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Céu Sem Limites


Há dias como este. O céu limpinho sem bocadinhos de mais nada a não ser céu. E quando falo de céu não é só daquele que nós conseguimos ver mas também daquele que nós conseguimos sentir. Eu vejo um céu azul. Um azul encantador e apaziguador, mas o céu que eu sinto é de um amarelo dourado tão brilhante e reconfortante que não é possível descrevê-lo de outra maneira. O que é preciso é senti-lo. Felizmente que de vez em quando, e cada vez mais e mais, sou capaz de o sentir, de o ver, de o cheirar. Ontem, quando o nosso luminoso sol decidiu ir descansar presenteou-nos com um vislumbre dessa luz dourada. Foi mesmo, mesmo, quando ele se preparava para se retirar que nos abraçou com um halo Celestino de luz dourada. É daquelas coisas que é preciso estar presente no momento e sentir, vibrar e absorver para se poder ser capaz de sentir mesmo do que é que se trata.
E aqui estou eu a falar de céu, sol, pôr-do-sol, e outras coisas terrestres, pelo menos há primeira vista. Se o que viu, o que imaginou ao ler estas palavras foram imagens terrestres então leia outra vez. Aquilo que escrevi pode aplicar-se a um qualquer dia do ano, faça chuva, troveje, exista uma tempestade, existam tantas nuvens e tão fortes que a luz quase que fica bloqueada, ou aos outros dias com frescura e calor, com doçura e aragem, com céu azul ou branco. Aquilo que eu escrevi têm a ver com o nosso lugar naquilo que sentimos, onde nos sentimos, como nos sentimos. O sentir é crucial. Pense menos, nem que seja por um pouco, e sinta mais. Se for capaz de o fazer irá conseguir ver o céu limpinho sem bocadinhos de mais nada a não ser da sua cor, seja ela qual for, e depois vai também sentir a cor do seu céu, que até pode ser a mesma daquela que viu, quem sabe, isso não é o mais importante. Crie o seu momento de céu limpinho, de halos de luz, sempre que precisar, mesmo, e em especial, nas alturas menos boas, pois todas elas são boas, e então deixe-se sentir, flutue na luz, banhe-se no seu céu e quando voltar traga pelo menos um pedacinho de tudo isso consigo.

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